Este cantinho vai ser dedicado ao meu querido FilhoAnjo, Márcio Filipe, partiu a 2 Janeiro 2005, num acidente rodoviário,no regresso da Passagem do Ano em Madrid.
Com ele, levou todos os sonhos, a felicidade e o brilho dos meus olhos, deixou-nos doces recordações e uma imensa e eterna saudade. Partiu muito cedo, quando menos esperávamos Dar a vida está nas mãos dos pais; medir a vida está nas mãos de Deus. A sua riqueza humana era vastíssima, que se estendeu para além dos limites da nossa casa…. Fez amigos em todos os locais por onde passou, tratava as pessoas com, afectuosidade, respeito simplicidade, um sorriso afável… Podia ser um mendigo, um idoso, uma criança ou um doutor, ajustava a sua prosa consoante a situação em que se encontrava, respeitava a vida de todos sem olhar ao status. O meu filho era um espírito livre, o tempo não tinha horas marcadas, ele fazia tudo a seu tempo, nunca foi amigo da rapidez, a falta de pontualidade, a que eu chamava defeito; irritava-me profundamente, agora entendo que apesar de ter tido uma curta existência terrena, ele soube saborear a verdadeira essência desta vida, sem pressas, sem stress; na Praia Grande contemplou os pores-do-sol, á noite saia ao pátio para admirar o céu, as estrelas a lua,....o Palácio da Pena iluminado no cume da Serra de Sintra… tinha um coração e olhos de criança, não via maldade em nada, dizia que gostava de dar o “beneficio da duvida” . A todos os que tiveram o privilégio de conviver ao seu lado, deixou a mensagem que lhe foi confiada por Deus, através das virtudes da bondade, da humildade, da simplicidade, da boa disposição, sentido de humor, ( o som das estrondosas gargalhadas continuam a ecoar na minha cabeça sempre que vejo o Levanta-te e Ri ), do carácter, do respeito, do amor e valor da amizade. A Amizade é; uma virtude divina. Longe de mim, de estar a elevar o meu filho a “santinho”, tinha defeitos e virtudes como todos nós, só que as virtudes excediam estes e soube-as cumprir e evoluir o seu “EU”. Acredito, que o Márcio vai ficar guardadinho em muitos corações, em cada um de nós deixou um pouco de si e muitas saudades e levou um pouco de nós. Agradeço a Deus, por ter-me escolhido para gerar um filho tão especial, tanto a sua vida como a sua partida foram lições de vida. O sofrimento, destapa os olhos velados pela cortina da ilusão e amacia o coração áspero pelas pretensas vicissitudes da vida. Citando a mãe de uma amiga virtual e de coração: “ Abençoada é a mãe que cria um anjo, para o entregar nas mãos de Deus com muito sofrimento e saudade. “
O Deus em que acredito garante que nos havemos de abraçar de novo um dia... Assim o espero!!!
SÓ DEUS PODE OUVIR O SOM DE UMA
LÁGRIMA NO MEIO DA MADRUGADA
Porque é que isto não pára!?!?
Não consigo adormecer,não me sinto cansado,mas também não consigo estudar, não me consigo concentrar para tal.Tento adormecer mas é como se uma corrida atribulada de pensamentos, disto e daquilo, resolvessem acordar e desatassem a andar às voltas! Nada de concreto, específico, algo com que tenha de me preocupar, nada mesmo!
Parecem passear tão rápido que na realidade nem sei o que são! Tenho a incómoda sensação de que me falta fazer, ou completar, ou cumprir algo para finalmente poder descansar em paz, não sei o quê, mas é o que sinto!...
E na cabeça continuam a correr, eu continuo desperto, e sem saber o que fazer, nem mesmo o escrever ajuda. PORRA!! Parece que alguém está a mexer com a minha alma, a incomodar o meu sagrado miradouro (virado para o pôr-do-sol) de descanso. Deixem-me, desapareçam, quero ir dormir. Será que quero!? Será que tenho vontade!? Já não sei! Já não tenho a certeza.
Vejo esta noite com a extensividade de anos. É isso! Tenho a sensação de querer encaixar nestas escassas horas, uma vida, um “tempo”. Porquê!? Sinto ter algo para concretizar, mas não sei o quê, ou como, nem onde!?!? Tenho
que fazê-lo nesta noite de mil anos, mas como, nada se revela , porque ainda sinto não ser capaz de me entregar às nuvens, não me sinto capaz de fazer repousar o meu espírito. Quero ir mas não tenho vontade!...
Tenho vontade de me sentar no topo do mundo e “perder” uma vida a contemplar o silêncio e suas manifestações, na visão de um pôr-do-sol, lento, vagaroso, com tempo para desperdiçar, embalado numa leve brisa, nem quente, nem fria, chorar tudo, lavar a alma, para depois mergulhar no oceano, deixando-me submergir de olhos virados para o céu, observando a superfície a ir, até
que me extinga tal como a chama de uma vela, ensaiando o seu desfecho.
Márcio Costa
31-06-2000

In my dreams, you are alive and well
Precious child, precious child
In my mind, I see you clear as a bell
Precious child, precious child
In my soul, there is a hole
That can never be filled
But in my heart, there is hope
'Cause you are with me still
In my heart, you live on
Always there never gone
Precious child, you left too soon
Tho' it may be true that we're apart
You will live forever... in my heart
In my plans, I was the first to leave
Precious child, precious child
But in this world, I
was left here to grieve
Precious child, my precious child
God knows I want to hold you,
See you, touch you
And maybe there's a heaven
And someday I will again
Please know you are not forgotten until then...
Uma vez, um rapaz tentou imaginar
Estar sentado num manto de irradiante vegetação
Perto do extremo de um penhasco
Tendo apenas em sua frente montes, vales, floresta
e uma infinidade de contrastes de coloração.
O mar, ainda que lá ao fundo, vê-se bem
Em si, pequenas e suaves ondulações
Como que dançando ao compasso de uma pacífica melodia
Causando no rapaz as mais inexplicáveis emoções.
Regalados, os seus olhos, ao assistir ao pôr-do-sol
Completamente deslumbrado com a luz de tal estrela imortal
Que a tais horas, revela uma faceta única e singular
A si brindando com uma magnífica palete de cores, que pela
imensurável beleza da paisagem é reflectida de forma divinal.
Perante este cenário arrebatador
Pintado ao gosto da fantasia
O rapaz continuava sentado, e tão só, absorvido
Pela magnitude da imagem que perante si se “despia”
Não englobado no Tempo
Isento de toda a responsabilidade
Sem qualquer preocupação
O rapaz vivia pura e não adulterada passividade
Os últimos raios de luz são contemplados
E uma tristeza, de si, se parece apoderar
Mas logo desvanece
Porque aí vem a lua e estrelas para o confortar
Noite não quente, mas não fria
Uma noite perfeita e ideal.
E deitado está o rapaz
Encantado com o mar de um céu quase real
Mas, mal se apercebeu
Que afinal tinha alguém a seu lado
Feliz e radiante se sentiu
Por tudo “isto”, consigo ter partilhado
Ao desejar o desejo de fantasia
Descobri um rapaz que afinal era eu
E contigo a meu lado
A infinidade de tais belezas a nós sempre pertenceu.
Márcio Costa
( 19.Abr.99)
Cada dia uma coisa nova acontece, cada dia tem algo novo para se
fazer, cada segundo, cada minuto que passa apenas queremos que
dure mais quando são felizes ou passem rápido quando são tristes
depois apenas restam as lembrança,as recordações,os sentimentos!
A recordação é o perfume da alma.
É a parte mais delicada e mais suave do coração...
que se desprende para abraçar outro coração,
e segui-lo por toda a parte.
( Ilda Serra)
Memory builds a little pathway
That goes winding through my heart.
It's a lovely, quiet, gentle trail
From other things apart;
I only meet when traveling there
The folks I like the best
For this road I call remembrance
Is hidden from the rest;
But I hope I'll always find you
In my memory rendezvous
For I keep this little secret place
To meet with you.
My sweet angel you left an after glow
of smiles, when your life was done.
Angel of mine, you left an echo
whispering softly down the ways,
of happy and laughing times
and bright and sunny days.
Tudo está calmo...tristemente calmo...uma paz doída...
as lágrimas gelaram...o outro lado de mim petrificou...
já não há mágoas e as feridas secaram...
como o meu corpo...já não choro porque nada acontece...
a meu lado dorme a ausência e um amargo travo de solidão.
O meu pensamento está tristemente vazio...não vivo e não morro...
apenas estou...fujo de mim e procuro-me...espero-me e escondo-me
dentro do nada...quero correr até ao outro lado da vida para me
libertar dos dedos frios do silêncio...esquecer-me...perder-me
para renascer...seguir comigo para longe de mim.
Tudo está calmo...na paz da eternidade para onde quero voar...
na poesia que hoje tem o gosto do deserto que me envolve...
apenas um gemido de palavras esquecidas...de sonhos envoltos
na escuridão serena das trevas...nas madrugadas que são as sobras
das noites vestidas de ausência...nada acontece...um frio gélido de
morte envolve um suspiro de amor esquecido no tempo...
nos lençóis frios tecidos de amargura...rasgando a carne...
na noite onde a solidão é mais solidão...na eternidade da minha
procura...no silêncio onde descansa a minha alma.
Tudo está calmo...tristemente calmo...e eu ainda existo...
a noite é minha...infinitamente minha...dolorosamente minha...
presa no meu corpo...dolorosamente só...num voo eternamente
solitário...como um beijo que trago na pele...uma lembrança que
o vento me tráz...mas nada acontece...e eu deixo-me ficar assim...
perdida entre os restos do que fui...e o fantasma do que sou...
um rosto enevoado pelo espelho do tempo...pelo Outono da vida...
e ainda cá estou...presa entre o gesto e as mãos...
na renúncia sem retorno...entre o abismo e a imensidão...
onde repousa a sombra do que sou...na noite imensa que me espera
...onde não acontece nada.
Há em mim um jardim de espinhos...que silenciosamente afaga
o meu corpo...como um leve beijo de tristeza...entre os instantes em
que não acontece nada...na penumbra deste entardecer...
onde repousam os meus restos...no abismo dos meus passos...junto
à campa onde me espero...no esquecimento onde não me encontro.
Cai a noite sobre mim...fria...inerte e avassaladora
Dilacerando o meu corpo ferido...fúnebre escuridão
Esculpindo a dor...com o amargo gosto da sepultura
A última gota de silêncio...bebida em copo de solidão
Sou a sombra do poente...um grito da alma em sangue
Deserto no fundo da noite...um eco profundo...o nada
Neste céu escurecido...repousa o meu corpo exangue
Sepultado no vazio...desceu à terra na fria madrugada
Tudo é tempo...tudo é breve...uma noite num momento
Espalhei a vida...num palco onde nunca me encontrei
Escrevo-me e reescrevo-me...e fico assim folha ao vento
Entre o mar e a tempestade...no cais da solidão fiquei
No meu corpo jaz um poema...um eterno poema de amor
Vestido de solidão...amortalhado e enterrado no meu peito
Entre a sombra e o silêncio...canto neste verso a minha dor
Escrevo o que de mim restou...canto a noite onde me deito.
A minha homenagem a todas nós,
Mães Guerreiras Orfãs de filhos ausentes!!
Rasga o meu peito,consome-me em dor
Arrasa e queima meus tristes momentos
Leva-me ao infinito, esta busca ardente
Do filho que existe só no pensamento e coração...
Esta dor que me consome aos poucos
É o doer demais, de um louco querer
E quando penso em ti, não posso conter
Lágrimas sentidas molhando o meu rosto.
Na busca sem fim, sem razão de ser
Busca em vão, sem jamais lhe ver...
Sem final feliz, assim vou vivendo
Tristeza infinita, de alguém querendo.
Encontrar um dia o inexistente
Que no imaginário sempre está presente...
Na imaginação criou-se o querer
E nesse querer formou-se o filho de uma mãe,
Que sente a falta que lhe faz.
Alguém tão amado, sem se fazer presente...
Só posso dar-lhe amor incondicional
por toda a minha existência... e isso eu farei.
Há tantas MÃES...
Mãe de muitos filhos, Mãe de um filho só...
Mães de filhos que já partiram,
Mãe de filho ausente, Mães de filhos que não são seus,
Mães que nunca tiveram filhos, Mães que já se foram...
Mães de todas as mães...
Mãe que não conseguiu criar o filho, Mãe que abandonou a sua cria,
Mãe que doou amor, Mãe que deu a vida e recebeu ingratidão,
Mãe que não teve a chance de ver o filho crescer, porque foi embora cedo demais,
Mães são tantas!!
Cada uma com a sua forma, com sua cor, com sua maneira de ser, com suas possibilidades.
Mãe é MÃE!!!!
Não importa qual tipo de mãe, importa o seu reconhecimento, filho é uma semente ETERNA
Mãe é AMOR!!!!
Para todas as Mães... Feliz Dia da Mãe
****
When I must leave you for a little while,
Please do not grieve and shed wild tears
And hug your sorrow to you through the years,
But start out bravely with a gallant smile;
And for my sake and in my name
Live on and do all things the same.
Feed not your loneliness on empty days,
But fill each waking hour in useful ways,
Reach out your hand in comfort and cheer
And I in turn will comfort you and hold you near;
And never never be afraid to die,
For I am waiting for you in the sky!
Helen Steiner Rice
I had a drifting mood today
It stirred a thought or two
My mind went back to happy days
To memories of you...
Our lives are like a tapestry
With two distinctive sides
The front a perfect picture
The back our secret hides
Our memories are built like this
Some are clear and real
Others travel in and out
With no specific feel
Life's phases too are tapestries
With textures of their own
Some we love and some we hate
From all of them we've grown
We gather wisdom from our pains
From torment we grow strong
Our spirit nurtured by mistakes
Still fated travels on
Perhaps one thing which stays the same
And will forever more
Is the love we hold for another soul
The people we adore
So I had a drifting mood today
It stirred a thought or two
My mind went back to happy days
To memories of you
Always in my mind...my beloved Angelson.
♥ ♥ ♥
Existem os caminhos do corpo, e existem as trilhas do espírito.
Existem as paisagens de fora, e existe o terreno de dentro.
Existem os olhos do corpo, e existe o olhar da alma.
E o que sabemos sobre a alma humana?...
Há realidades que só se deixam captar pela retina da alma...
Ela sorriu e disse:
“Hoje eu vi a Bondade, a Inocência e a Ternura...”
A criança pequena que todos fomos um dia.
A vida é um instante, um sopro, uma brisa ligeira que passa...
A escola e os primeiros mestres.
A hora do recreio, os deveres, as brincadeiras.
Os pais e os filhos, os irmãos, a família.
Mãos a proteger, e corações a amar.
Sentimentos, lembranças e histórias compartilhadas.
O inconsciente familiar...
As memórias afectivas que carregamos.
As memórias poéticas que registam o que nos encantou,
o que nos comoveu, o que dá beleza à nossa vida...
A grandeza e a majestade do Mar.
A criança, ainda pequena, a brincar com as conchas na praia.
Feito pegadas deixadas na areia húmida, nossos rostos e
nossos nomes em breve e para sempre apagados.
Aproveitar os nossos breves dias terrenos para reflectir
sobre as ondas do mar da existência, que tudo continuamente apagam.
Um minuto, um breve instante, ou menos ainda...
Reflectir sobre a brevidade e a fragilidade da vida terrena.
Somente acolhendo à nossa fragilidade descobriremos os
mistérios que a existência encerra.
Navegar os mares do espírito, em busca de tesouros imperecíveis.
Recordar que desta morada nada se levará excepto aquilo
que se traz no coração.
Cultivar bens infinitos, pois os bens finitos
jamais haverão de saciar a sede de Absoluto.
Uma sede que nos faz aproximar do nosso Criador.
O Sopro que vivifica, a essência mais pura e intocada da alma...
Angels whisper in the breeze
Carrying God's miracles on downy wings
Going forth to where they are told
Having no particular agenda of their own.
They join hands when God says circle round
Someone is in need or feeling down
Prayers are whispered into the wind
Until from heaven a miracle is sent.
They gather round and form a ring
An unpenatrable barrier of angels wings
They whisper to us courage, strength, and hope
And they encamp about us when we need them the most.
Voices as soft as the feather is light
Call across the distance to those out of sight
From every corner of the earth that knows the wind
Angels gather quickly and on us descend
Celestial beings through which God's love flows
He sends us his angels when we need them the most.
" I'll lend you for a little while,
a child of mine" God said,
"for you to love the while he lives,
and mourn for when he's dead.
It may be two or three short years,
or twenty-two or five,
but will you, till I call he back,
take care of he for me?
He'll bring his charms to gladden you,
and should he stay be brief,
you'll have his lovely memories
as solace for your grief.
I cannot promise he will stay,
since all from earth return,
but there are lessons taught down there
I want this child to learn.
I've looked the wide world over
in my search for teacher's true,
and from the throngs that crowd life's lanes,
I have selected you.
Now will you give him all your love?
Nor think the labor vain?
Nor hate me when I come to call,
to take him back again?"
God fancied he heard the parent's say,
"Dear Lord, thy will be done.
For all the joy the child shall bring,
the risk of grief I'll run.
I'll shelter him with tenderness,
I'll love him while I may,
and for the happiness I've known
forever grateful I'll stay.
But should the angels call for him,
much sooner than I planned,
I'll brave the bitter grief that comes,
and try to understand."
Busco-te no meu pensamento
Encontro-te no meu sonho
Sonho na procura do teu ser
Elevas-me no teu sentimento
Corro entre as árvores da tua sabedoria
Alcanço o sabor do isolamento moral
Estou desamparada nas palavras
Soluço o choro da distância
Não sei onde estou
Sei que estou sem estar
Sinto que a escuridão é permanente
A ansiedade é transversal e colateral
Sei o lugar mas permaneço incapaz
A cegueira das oportunidades risca o meu caminho
Luto com esforço de guerreira
E venço com a serenidade estóica
A derrota quer-me engolir
Sou escape de mim mesma
Encontro plausível de emoção
E onde estou estás tu em mim.
Quando partiste foram contigo os meus desejos
Quando partiste foram contigo os meus abraços
Mendigo-os agora no subconciente da lembrança
Ouvindo os risos que deveriam ecoar pela casa
Quando partiste nunca supus que à despedida
Ia contigo naufragar a minha vida
Quando partiste julguei conseguir vencer o desespero
Quando partiste julguei conseguir vencer a solidão
Mas sem forças o meu pobre coração
Continua a chorar e a gritar, que na verdade
É tão cruel a voz amarga da saudade
MEU QUERIDO PAI
Fica aberta a palma desta mão
que te envolve de amor e saudade.
Fica aberta a palma desta mão
num aceno para a eternidade.
Just close your eyes and you will see
All the memories that you have of me
Just sit and relax and you will find
I'm really still there inside your mind
Don't cry for me now I'm gone
For I am in the land of song
There is no pain, there is no fear
So dry away that silent tear
Don't think of me in the dark and cold
For here I am, no longer old
I'm in that place that's filled with love
Known to you all, as "up above"
And I'd never lose my faith in you
Tua caminhada ainda não terminou....
A realidade acolhe-te dizendo que pela frente
o horizonte da vida necessita
das tuas palavras e do teu silêncio.
Se amanhã sentires saudades,
lembra-te da fantasia e
sonha com tua próxima vitória.
Vitória que todas as armas do mundo
jamais conseguirão obter,porque é uma vitória
que surge da paz e não do ressentimento.
É certo que irás encontrar situações
tempestuosas novamente,mas haverá de ver sempre
o lado bom da chuva que cai
e não a faceta do raio que destrói.
Atender a quem te chama é belo,
lutar por quem te rejeita
é quase chegar a perfeição.
A juventude precisa de sonhos
e se nutrir de lembranças,
assim como o leito dos rios
precisa da água que rola
e o coração necessita de afecto.
Não faças do amanhão sinônimo de nunca,
nem o ontem te seja o mesmo que nunca mais.
Teus passos ficaram.
Olhes para trás...mas vás em frente
pois há muitos que precisam
que chegues para poderem seguir-te.
Charles Chaplin
MYANGELSONNIRNAVA 1

O MEU KANTO



















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Este cantinho vai ser dedicado ao meu querido FilhoAnjo, Márcio Filipe, partiu a 2 Janeiro 2005, num acidente rodoviário,no regresso da Passagem do Ano em Madrid.
Com ele, levou todos os sonhos, a felicidade e o brilho dos meus olhos, deixou-nos doces recordações e uma imensa e eterna saudade. Partiu muito cedo, quando menos esperávamos Dar a vida está nas mãos dos pais; medir a vida está nas mãos de Deus. A sua riqueza humana era vastíssima, que se estendeu para além dos limites da nossa casa…. Fez amigos em todos os locais por onde passou, tratava as pessoas com, afectuosidade, respeito simplicidade, um sorriso afável… Podia ser um mendigo, um idoso, uma criança ou um doutor, ajustava a sua prosa consoante a situação em que se encontrava, respeitava a vida de todos sem olhar ao status. O meu filho era um espírito livre, o tempo não tinha horas marcadas, ele fazia tudo a seu tempo, nunca foi amigo da rapidez, a falta de pontualidade, a que eu chamava defeito; irritava-me profundamente, agora entendo que apesar de ter tido uma curta existência terrena, ele soube saborear a verdadeira essência desta vida, sem pressas, sem stress; na Praia Grande contemplou os pores-do-sol, á noite saia ao pátio para admirar o céu, as estrelas a lua,....o Palácio da Pena iluminado no cume da Serra de Sintra… tinha um coração e olhos de criança, não via maldade em nada, dizia que gostava de dar o “beneficio da duvida” . A todos os que tiveram o privilégio de conviver ao seu lado, deixou a mensagem que lhe foi confiada por Deus, através das virtudes da bondade, da humildade, da simplicidade, da boa disposição, sentido de humor, ( o som das estrondosas gargalhadas continuam a ecoar na minha cabeça sempre que vejo o Levanta-te e Ri ), do carácter, do respeito, do amor e valor da amizade. A Amizade é; uma virtude divina. Longe de mim, de estar a elevar o meu filho a “santinho”, tinha defeitos e virtudes como todos nós, só que as virtudes excediam estes e soube-as cumprir e evoluir o seu “EU”. Acredito, que o Márcio vai ficar guardadinho em muitos corações, em cada um de nós deixou um pouco de si e muitas saudades e levou um pouco de nós. Agradeço a Deus, por ter-me escolhido para gerar um filho tão especial, tanto a sua vida como a sua partida foram lições de vida. O sofrimento, destapa os olhos velados pela cortina da ilusão e amacia o coração áspero pelas pretensas vicissitudes da vida. Citando a mãe de uma amiga virtual e de coração: “ Abençoada é a mãe que cria um anjo, para o entregar nas mãos de Deus com muito sofrimento e saudade. “
O Deus em que acredito garante que nos havemos de abraçar de novo um dia... Assim o espero!!!
SÓ DEUS PODE OUVIR O SOM DE UMA
LÁGRIMA NO MEIO DA MADRUGADA
Porque é que isto não pára!?!?
Não consigo adormecer,não me sinto cansado,mas também não consigo estudar, não me consigo concentrar para tal.Tento adormecer mas é como se uma corrida atribulada de pensamentos, disto e daquilo, resolvessem acordar e desatassem a andar às voltas! Nada de concreto, específico, algo com que tenha de me preocupar, nada mesmo!
Parecem passear tão rápido que na realidade nem sei o que são! Tenho a incómoda sensação de que me falta fazer, ou completar, ou cumprir algo para finalmente poder descansar em paz, não sei o quê, mas é o que sinto!...
E na cabeça continuam a correr, eu continuo desperto, e sem saber o que fazer, nem mesmo o escrever ajuda. PORRA!! Parece que alguém está a mexer com a minha alma, a incomodar o meu sagrado miradouro (virado para o pôr-do-sol) de descanso. Deixem-me, desapareçam, quero ir dormir. Será que quero!? Será que tenho vontade!? Já não sei! Já não tenho a certeza.
Vejo esta noite com a extensividade de anos. É isso! Tenho a sensação de querer encaixar nestas escassas horas, uma vida, um “tempo”. Porquê!? Sinto ter algo para concretizar, mas não sei o quê, ou como, nem onde!?!? Tenho
que fazê-lo nesta noite de mil anos, mas como, nada se revela , porque ainda sinto não ser capaz de me entregar às nuvens, não me sinto capaz de fazer repousar o meu espírito. Quero ir mas não tenho vontade!...
Tenho vontade de me sentar no topo do mundo e “perder” uma vida a contemplar o silêncio e suas manifestações, na visão de um pôr-do-sol, lento, vagaroso, com tempo para desperdiçar, embalado numa leve brisa, nem quente, nem fria, chorar tudo, lavar a alma, para depois mergulhar no oceano, deixando-me submergir de olhos virados para o céu, observando a superfície a ir, até
que me extinga tal como a chama de uma vela, ensaiando o seu desfecho.
Márcio Costa
31-06-2000
