Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008

A BORBOLETA

 

À beira de um charco, formosa borboleta, fulgurando ao crepúsculo, pousou sobre um ninho de larvas e falou para

 as pequenas lagartas, confusas:

- Não temam! Sou sua irmã de raça!

Venho para lhes trazer esperança.

Nem sempre permanecerão coladas às ervas do pântano! Tenham calma, fortaleza e paciência.

Esforcem-se para não sucumbir aos golpes da ventania que, de quando em quando, varre a paisagem.

Esperem! Depois do sono que as aguarda, todas acordarão com asas de puro veludo, reflectindo o esplendor solar... Então, não mais se arrastarão, presas ao solo húmido e triste. Adquirirão preciosa visão da vida, pois poderão subir muito alto e seu alimento será o néctar das flores...

Viajarão deslumbradas, contemplando o mundo, sob novo prisma! … Observarão o sapo que nos persegue, castigado pela serpente que o destrói, e verão a serpente que fascina o sapo, fustigada pelas armas do homem.

Enquanto a mensageira fez ligeira pausa, ouviam-se exclamações admiradas:

- Ah! não posso crer no que vejo!

- Que misteriosa criatura!

- Será uma fada milagrosa?

- Nada possui de comum connosco...

Irradiando o suave aroma do jardim de onde viera, a linda visitante sorriu e continuou.

- Não se iludam! Não sou uma fada celeste!

Minhas asas são parte integrante da nova forma que a natureza lhes reserva.

- Ontem, eu vivia com vocês; amanhã viverão comigo! Flutuarão no imenso espaço, em vôos sublimes em plena luz. Libertas do lodaçal, se elevarão felizes.

- Conhecerão a beleza das copas floridas e o saboroso néctar das pétalas perfumadas. Contemplarão a altura e a amplitude do firmamento.. .

Logo após, lançando carinhoso olhar à família alvoroçada, distendeu as asas coloridas e, voando com graciosidade, desapareceu no infinito azul.

Nisso chegou ao ninho a lagarta mais velha do grupo, que estava ausente, e, ouvindo os comentários empolgados das companheiras mais jovens, ordenou irritada:

- Calem-se e escutem! Tudo isso é insensatez, mentiras, divagações...

Não nos iludamos! Nunca teremos asas! Ninguém deve filosofar...

Somos lagartas, nada mais que lagartas. Sejamos práticas, no imediatismo da própria vida. Esqueçam-se de pretensos seres alados que não existem.

Precisamos simplesmente comer e comer... Depois vem o sono, a morte... E o nada... Nada mais...

As lagartas calaram-se, desencantadas.

Caiu a noite e, em meio à sombra, a lagarta-chefe adormeceu, sem despertar no outro dia. Estava completamente imóvel.

As irmãs, preocupadas, observavam, curiosas, o fenômeno...

Depois de algum tempo, para espanto de todas, a ignorante e descrente orientadora surgiu como veludosa borboleta, de asas leves e ligeiras, a bailar no ar... 

 

****

 

À semelhança da formosa borboleta que desceu às faixas escuras onde rastejavam suas irmãs lagartas, um dia a humanidade também recebeu a visita de Sublime Anjo, que veio trazer consolo e esperança.

Falou da vida abundante, que pulsa além do casulo físico.

E para provar que o que dizia é realidade, Ele próprio, após desvencilhar- se do corpo físico, surgiu mais livre e mais brilhante que antes.

Subiu, com a leveza de anjo alado, e desapareceu na imensidão azul, diante de quinhentas testemunhas, admiradas, na distante Galiléia...

E, dois milênios depois, ainda existem aqueles que preferem acreditar que o que precisamos fazer é comer, comer, dormir e esperar o nada... Nada mais...

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Publicado por Lay Teixeira Lay às 01:30
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Sábado, 19 de Janeiro de 2008

REFLEXOS DA VIDA

 

" Os reflexos dourados no riacho da vida passam por nós

e tudo o que vemos é areia.

Os anjos vêem visitar-nos, e só os reconhecemos depois que se foram "

                                                             George Elliot

 

Publicado por Lay Teixeira Lay às 17:53
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Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008

A LÍNGUA DO AMOR

Publicado por Lay Teixeira Lay às 01:10
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Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2008

3 Anos de Ausência

 

 

 

 

 

      NO RASTO DE UMA ESTRELA   035.gif

 

Cai a noite, pego na minha dor

Embrulhada numa lágrima singela.

É a manta que carrego nas minhas

Longas e solitárias noites de tristeza

 

Por entre as flores rubras da acácia

Contemplo o firmamento, em busca

De entre muitas, a estrela mais brilhante,

A estrela guia… A minha Estrela Cintilante.

 

Sou a mãe que vive a vacuidade do filho ausente,

Mãe de Coração… Mãe de Amor

Mas continua a ser Mãe…

A ausência e o tempo não quebraram

O fio invisível que prende dois corações…

 

Nos recônditos do meu coração

Ao partir deixou um pedaço de si

Quando a Saudade sorrateira chega

Me reconforta e dá forças para lutar.

 

Seguindo no rasto da minha Estrela

Devagarinho vou caminhando …

Tropeço aqui…caio acolá…

 

Vislumbro o horizonte… levanto.

Onde a Fé e a Esperança Indicam

Que é tempo de renascer…

Sem nunca, no entanto meu filho esquecer.

 

                                           Adelaide Costa

                                            2 Jan.o8

Música: Live Every Second - Tokio Hotel
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Publicado por Lay Teixeira Lay às 04:33
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