Sábado, 10 de Janeiro de 2009

QUANDO DE MIM TE APARTAS-TE

 

 

Quando de mim te apartas-te
Juro, quis morrer contigo
Nada mais me seria importante na vida...
Que farei eu nesta caminhada sem ti?

 

Quando de mim, apartaste o teu olhar
Perdi-me...perdi o norte na bússola da vida
Que farei eu sem a luz do teu olhar a nortear o meu?

 

Quando de mim, apartaste o teu sorriso, entristeci
Foi-se com ele a minha alegria de viver
De compartilhar o hoje...o agora...e o depois...
Que farei eu sem o brilho do teu sorrir.

 

Entre as lágrimas que derramei, quase me afoguei,
Sufocando na Saudade, que em teu lugar ficou...
E...neste meu quase morrer, foi que percebi
que no rio de lágrimas que derramei na solidão
da tua ausência, vinhas navegando de volta
sob a forma de uma luz de esperança
que se alojou no meu coração

 

 

Publicado por Lay Teixeira Lay às 03:44
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Quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009

SEM DEIXAR PARA AMANHÃ...


A vida sempre surpreende…

Ou talvez se deva dizer que a morte surpreende a vida?

Afinal, ela sempre aparece em momento inoportuno.
 
Quando estamos para nos aposentar e gozar do que consideramos um

merecido descanso. Ou quando estamos nos preparando para o casamento.
 
Ou, ainda, quando acabamos de passar por um concurso que nos garantiria 

uma carreira de sucesso.
 
Por isso mesmo, nunca devemos deixar para amanhã as declarações de afecto.
 
Por vezes, tivemos um professor que nos influenciou muito e realmente deu

sentido, propósito e direcção à nossa vida. Entretanto, nunca reservamos um tempo para lhe agradecer.   De repente, ele morre e ficamos a pensar:

"Meu Deus, ao menos eu deveria lhe ter escrito uma carta."
 
De outras, brigamos com alguém e punimos a pessoa com o nosso silêncio.

Passam-se os dias, os meses, os anos. E continuamos com a punição.

Aí a pessoa morre. O que acontece ? Quase sempre o remorso nos alcança

e começamos a cogitar: "eu devia ter falado com ela."
 
Para compensar a nossa culpa, muitos vão à floricultura e compramos muitas flores, para  enfeitar o caixão, a sala mortuária, o túmulo.
 
Teria sido muito mais compensador ter comprado algumas flores antes, um pequeno ramalhete e ter tentado fazer as pazes. Reatar a afeição.
 
É até possível que a pessoa rejeitasse as flores, as jogasse no chão. E nos desse as costas. Mas, então, o problema não seria mais nosso, mas exclusivamente dela.
 
Um dos exemplos mais comoventes a respeito do arrependimento por deixar para depois, nos vem de uma carta escrita por uma jovem americana ao namorado.
 
É mais ou menos assim:

 

"Lembra-se do dia em que eu pedi emprestado seu carro novo e o amassei ? 
Achei que você ia me matar, mas você não me matou.
 
Lembra-se de quando eu o arrastei para ir à praia, e você disse que ia chover, e

choveu ?   Pensei que você fosse dizer: ‘eu não a avisei ?’, mas você não falou.
 
Lembra-se da época em que eu paquerava todos os rapazes para lhe fazer ciúmes,
e você ficava com ciúmes?

Achei que você fosse me deixar, mas você não me deixou.
 
E quando deixei cair torta de amora nas suas calças novas ? 
Pensei que você nunca mais fosse olhar para mim, mas isso não aconteceu. 
 
Quando me esqueci de lhe dizer que o baile era a rigor, e você apareceu de jeans ?  Achei que você fosse me bater, mas você não me bateu.
 
Havia tantas coisas que eu queria fazer para você quando você voltasse da guerra do Vietnam...  Mas você não voltou..."
 
...............
 
Não permitamos que a morte arrebate a chance de dizermos o quanto amamos as pessoas.  O quanto elas são importantes para Deus e para nós. Pode ser um filho, avó,
um irmão, um amigo.
 
Não necessariamente somente pessoas do círculo familiar. Aprendamos a esboçar
gestos de amor e a dizer palavras que alimentam a alma do outro.
 
Mesmo que um dia alguém nos tenha dito que não é bom o outro saber que o

amamos, porque se aproveitará de nós.
 
Mesmo que outro alguém tenha insinuado que parecemos tolos quando ficamos afirmando a intensidade do nosso amor, da nossa amizade e da nossa ternura.
 
O ser mais perfeito que andou pela Terra, Jesus Cristo, não temeu demonstrar

 amor e dizer: "amai-vos como eu vos amei."

                                                                      

                                                                     Jeferson  e  Dayane

 

Publicado por Lay Teixeira Lay às 02:51
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Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009

4 ANOS DE AUSÊNCIA

 

 

 

Quadro desenhado a carvão foi-me oferecido

no Natal 2007, pelo CJ, um amigo do meu filho Márcio.

 

 

 

Nestes quatro anos de ausência tenho postado sempre um tributo meu ao meu filho, este ano vou transcrever mensagens que tenho recebido dos seus amigos ao longo destes anos.

São mensagens que leio e releio,dão-me alento quando a saudade se instala e reconforta saber que os anos não apagaram as lembranças… nem os sentimentos cessaram. Vocês miúdos, não imaginam a alegria ke me dão quando recebo noticias vossas, apenas um Olá basta.

 

 

“ Tive conhecimento do falecimento do Márcio através da página da nossa comissão de alunos de informática… não éramos muito próximos, fizemos uma vez grupo a Redes de Computadores, mas apesar do pouco contacto q tive com ele cativou-me nele a sua simpatia e o modo como se sociabilizava com as pessoas.

Recordo com saudade as vezes que me cruzava com ele no corredor e perguntávamos um ao outro “ Então o nosso Benfica? “

Não sei o que dizer nestas ocasiões, talvez porque nunca estive numa situação parecida, mas imagino que não deve haver dor maior do que a de uma mãe q perde um filho.

Aqui lhe deixo os meus sinceros sentimentos.”

N.O.- 10.4.2005

 

 

“ O meu nome é R…, eu era amiga do Márcio da faculdade.

Posso dizer-lhe que a morte do Márcio, foi das experiências mais difíceis pelas quais já passei. O seu filho, como eu costumava dizer, era único. Ele costumava sorrir mal me via ao longe, e o seu sorriso era lindo, carregado de pureza. Eu brincava com ele, espicaçava-o, e ele respondia sempre com uma gargalhada.

 

Tenho muitas saudades dele, lembro-me dele todos os dias. Muitas vezes falo para ele, porque sei que ele me ouve. O Márcio é um espírito livre, e eu sei que ele está bem.

 

Um dia li uma teoria de Platão sobre a evolução da almas.  Platão acreditava que a alma evoluía de corpo em corpo, aprendendo constantemente, até atingir a perfeição.  Eu acho que o Márcio foi levado cedo, porque ele era perfeito.  O seu filho era um exemplo para qualquer um de nós e, acima de tudo uma inspiração. Fico feliz por lho ter dito algumas vezes.Era uma pessoa que eu tinha como sendo dos meus melhores amigos.

 

Ele está bem A. Eu nem consigo imaginar a sua dor, mas posso dizer-lhe que tem que se sentir muito orgulhosa do seu filho e que ele está bem. E que cada vez que vir o Sol a brilhar, ou sentir o vento no seu cabelo, é o Márcio a dar-lhe um miminho. Eu sei que ele também me faz isso às vezes.

 

Um beijinho muito grande “

R.- 14.6.2005

 

 

“ É com muita emoção que recebi o seu mail e pode crer que os anos que tive o prazer de conviver com o Márcio fizeram-me crescer interiormente, ele bem sabe o carinho que eu e toda a equipa do União Mucifalense nutria por ele.

 

Sabe apesar de nestes últimos anos os nossos caminhos não se cruzarem tanto a nossa ligação manteve-se intacta e quando nos víamos não chegava o típico aperto de mão, nós precisávamos daquele forte abraço que distinguem os amigos dos colegas, é… eu sei o que perdi aqui na Terra, mas também sei o que ganhei no Céu, para sempre e acredite que Deus escolhe muito bem quem quer ao seu lado.Eu podia estar o dia todo a falar do Márcio, mas nunca iria conseguir dizer tudo(…)A vida é isto mesmo, um furação de emoções, mas se Deus decidiu ser assim, quem somos nós para o contrariar, apesar de não termos capacidade para entender tudo o que Ele faz… existe algo que nunca podemos perder, é a nossa Fé em Deus.

 

Um beijinho do amigo “

P.F.- 15.6.2005

 

 

“Tenho pensado muito no Márcio, ele tem andado muito presente nos meus dias. Mais do que uma vez dou por mim numa situação parecida às que vivi com ele, ou rio-me de parvoíces que dizíamos…   Gosto de pensar que ele tirou um tempinho para ver se eu me estou a dar bem, daí a sua presença!.Guardo muito boas memorias do seu filho, alias… só guardo boas memorias do seu filho.

Costumava dizer que já não havia rapazes como ele, e parece que Alguém me ouviu e o levou para junto d’Ele… lá sempre é capaz de ser mais útil, julgo que o Céu nunca tem os anjos todos de que precisa.

 

A última vez que vi o Márcio, estava a correr para uma aula (atrasada para não variar). Vi-o á entrada da biblioteca, onde costumava estudar de manhã… Gritei-lhe …“ depois temos que combinar a noite da pizza, ok??” ao que ele respondeu com um gigante sorriso “Sim, depois combinamos isso!”.A noite de pizza eram noites em que combinávamos ( geralmente eu, ele e o Z) ir jantar a Pizza Hut e fazíamos concursos para ver quem comia mais.

Ao fim da noite desapertávamos o primeiro botão das calças, e já nos doía a barriga de tanto comer e rir.

O recadinho que eu queria que lhe lesse era:

 

“ Não há uma única vez que vá ao Pizza Hut e não me lembre de ti com um sorriso. Espero que não te esqueças do que combinamos.  Quando me reencontrar contigo, vamos comer uma pizza de tamanho familiar! Sem carne, porque já me deixei disso… mas se insistires muito, eu tiro o fiambre, não faço nenhum drama. Afinal de contas é o Céu, certo?..Com certeza que tem uma pizzaria a cada virar de esquina. Tenho muitas saudades tuas miúdo… mais do que aquelas que tu sabes. Quem me dera que houvesse um telefone cósmico que me permitisse só dar-te um olá rápido e saber que estás bem. Mas olha… eu acredito que sim. Porque se alguém merece estar bem, és tu. Adoro-te. Até logo… porque Adeus não existe entre amigos.

 

Um beijinho.”

R.- 17.11.2005

 

                                                                                                          

“ Meu nome é H… conheço o Márcio, n falo em k conheci pq sua alma ta presente em mim e sempre estará, desde os iniciados no futebol do Mucifalense k o conheci até hoje..e até sempre.

Foi meu amigo, mais do k isso foi irmão, (…), a ele sempre tratei por Jesus… pela sua bondade, sinceridade, amizade, paciência, personalidade, como menino e homem.

Agradeço a si pela foto, pelo carinho k dá a todos seus amigos… mesmo depois do acontecimento seu nome, seu email, seu nick aki no msn não apaguei…nem nunca o farei.

 

Abraço sentido e until the end of times.”

H.-28.11.2005

 

“(…)De resto falei no Márcio num aula… e sempre que se aproximam as férias de Natal faço questão de contar o muito infeliz episódio aos meus alunos… é claro que me emociono sempre: não choro, mas a voz treme bastante…. Em suma, e como dizia o outro: o espectáculo tem de continuar!.... Embora seja sempre penoso.

 

Casei-me e incontáveis vezes falei com o Márcio sobre a minha vida e tudo o que me estava a acontecer… e ele era um óptimo ouvinte e principalmente um bom conselheiro.Se soubesse que estava em Lisboa teria tido muito gosto em vê-la no meu casamento…. O Márcio seria um dos primeiros – porque era um dos meus grandes amigos – a partilhar aquele momento comigo.

 

Mtos Beijinhos

H.S.-21.11.2008

 

 

 

 

“ Queria escrever-lhe, mas tinha medo de ser doloroso para si... no entanto, creio que é importante que saiba o que tenho para lhe dizer.

Ontem celebrei o aniversário do seu menino. Passei o dia todo com ele no pensamento,e cada vez que olho para a Serra lembro-me dele

Não sabia se havia de lhe dizer, mas acho que deva saber que eu e o Z temos o dia 20 de Novembro gravado na memória, e iremos para sempre celebrar o dia em que o seu menino foi presenteado ao mundo.

 

Um beijinho muito grande

R.-21.11.2008

 

 

“ Junto envio as poucas fotos com que vou matando saudades. Confesso que principalmente com a preto e branco, as quais me lembro como se fosse hoje de as tirar ao Márcio.

O Márcio foi sem dúvida das pessoas que mais me marcaram como amigo e como referencia na sua imensidão de bons princípios correcção e bom fundo.
Pode ter partido, mas ainda hoje grande parte do que sou e da minha personalidade são graças a ele. Principalmente com ele aprendi a diariamente dizer o que gosto e quero a quem mais
amo com medo de um dia partirem sem o conseguir fazer, tal como aconteceu com ele. Mesmo distante ele continua a participar nas nossas vidas ...

Grande beijinho e abraço ao F.

U.-17.12.2008

 

 

Carta a uma Estrela Cintilante

Algures nesse tom azul celeste, voas na verdadeira imensidão espalhando esse perfume de quem te recorda. Restam-me apenas pequenas deliciosas memórias desse tão agradável sorriso que despertava a todo o ser tão especial que eras, emanando luz desse olhar eterno... Sim, lembro-me… Mesmo em miúda sempre

te conheci assim: transcendente. Voaste um dia, sem despedida aparente e aceso deixaste contigo rastos de uma alma tão transparente.
Continuas a ser o anjo que foste em Terra, apenas daí consegues saborear melhor a tua liberdade, sei que olhas por nós com
máxima ternidade. Há palavras que custam a sair quando sentidas, mas sei que de tão luminoso seres, as tuas asas conseguem tudo alcançar quando erguidas. Gostava de poder dizer que te adoro, que findo o tempo necessário para que nesse lugar desconhecido tudo corra bem. Da Terra apenas posso mandar um enorme beijo que guarda saudade de uma inocente menina nas habituais brincadeiras de primos. Adoro-te estrela!

 

http://hearing-myself-speak.blogspot.com – 13.12.2008

 

Sinto-me: Calimerazita
Música: Angels - Robbie Williams
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Publicado por Lay Teixeira Lay às 03:53
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